HÉCTOR LÓPEZ DE CASTRO RUÍZ
"Concordo coas liñas básicas, mais acho en falta maior atención ás cuestións sociais e laborais"
Avogado
Héctor López de Castro (Foz, 1976) concorda coas Bases redactadas por este Foro, sobre todo na afirmación do pobo galego como suxeito político e polo "recoñecemento de dereitos cívicos avanzados que non aparecen nas normas vixentes". Sen embargo, acha en menos maior atención ás cuestións sociais e laborais, xa que considera necesario incidir na virtude do autogoberno "como instrumento para mellorarmos o benestar e a calidade de vida das persoas".
- Cre que é necesario un novo Estatuto para Galiza? Por que?
- Simplesmente nom podemos permitir-nos o luxo de ficar atrás nos debates actuais sobre a reformulaçom do quadro jurídico-político a nível estatal. Suponho que a correlaçom de forças políticas nom dá para demasiadas alegrias soberanistas, mas qualquer avanço no autogoverno será umha boa notícia.
- Que lle parece a proposta de Bases que redactou o Foro Novo Estatuto?
- Concordo com as linhas básicas do texto (afirmaçom do povo galego como sujeito político e reconhecimento de direitos cívicos avançados que nom aparecem nas normas vigentes). Mas acho em falta umha maior atençom às questons sociais e laborais. Galiza nom tem a consciência nacional de Catalunha ou o País Basco e é necessário incidir na virtude do autogoverno como instrumento para melhorarmos o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas e e superarmos o histórico atraso do nosso país. Outro aspecto fundamental é o das garantias jurídicas e económicas do autogoverno: na minha opiniom, o debate sobre as competências deve estar precedido por um debate sobre as condiçons de exercício dessas competências, e para isso é necessário um claro deslinde de funçons entre o Estado e as CC.AA. e um novo modelo de financiamento que permita uma prestaçom dos serviços públicos em condiçons óptimas.
- No que atinxe ao seu eido profesional e aos seus intereses, que cambios lle gustaría que se producisen?
- Como jurista, acho necessária a criaçom de um Poder Judiciário galego que tenha como cúspide o TSJG. Para além de contribuir ao desenvolvimento do nosso Direito e garantir os direitos lingüísticos da cidadania, dotaria de coerência à arquitectura institucional galega.
- Para vostede, en xeral, cales son os problemas máis graves que padece Galiza hoxe en día?
- Galiza tem problemas de coesom social por causa dos elevados índices de desemprego e precariedade laboral, sobretudo entre a gente nova. Por mais que agora se queira disfarçar de "mobilidade", está a aumentar a emigraçom, que regressa periodicamente como um velho fantasma familiar. Também é grave o envelhecimento da populaçom, a desertizaçom de vastas zonas do interior, a deficiente planificaçom do gasto público ou a perpetuaçom do clientelismo político. Por isso o Estatuto deveria servir-nos para colocar os alicerces dum "Estado Social Galego" até hoje inexistente.
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